sábado, 9 de dezembro de 2017

[.planos]



um sorriso de tristeza
costurado em um ponto
de bordado que eu nunca
aprendi completamente
e não saber quantas mãos
são um tanto necessárias
para desfazer os nomes
quando um dia inventei
de escrevê-los na parede
desta casa demolida.

domingo, 17 de setembro de 2017

[.oração]



olho pra ti e sei: deus é possível, pois
tua beleza faz-me não duvidar de mim
nenhuma existência é dada, mas feita
possibilidade de ser vista por outrem
e se te enxergo a um palmo de distância
vejo-me também existindo nus agora
neste raio de sol que nos descobre aqui
a cada manhã o mesmo-outro amor desperta.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

[.ser-tempo]



através deste pequeno furo
numa folha em branco vejo o sol
ou um poema que te atravessa
e se escreve em teu silêncio
colho teu cheiro em minha pele
como quem sabe as estações
só pela sombra dos cajueiros
eu aprendo as horas das marés
às 17h13 do dia
uma certa luz que te eclipsa
anuncia a próxima revoada
com nuvens sem forma definida
em um céu que é pura ilusão
melhor ver o reflexo do mar
nestes olhos cor de um sonho bom
cabe um mundo a ser inventado
então a que horas você vem?

[.planos]

um sorriso de tristeza costurado em um ponto de bordado que eu nunca aprendi completamente e não saber quantas mãos são um tant...