gosto de línguas
quero todas em mim
o ímpeto da alemã, que com a força de uma vibrante velar rasga o ouvido e a alma
a irreverência da basca, filha única, perdida no mundo
a voluptuosidade da espanhola, que transa loucamente com a castelhana, sendo, no final das contas, uma coisa só
a fingida candura da francesa, que sussurra em um só tom promessas do mundo e ofensas pessoais
a mobilidade da inglesa, que se faz onipresente, seja em exibidas retroflexas norte-americanas ou fleumáticas aspirações britânicas
a musicalidade da italiana, que apela para que ouçam o que tem a dizer
a alma do esperanto, bendito homem entre as mulheres, que reúne todas na cama sem maiores desentendimentos.
Um comentário:
Eita que isso ficou BONITO. :)
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